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Mostrando postagens de setembro, 2016

Desfechos e Princípios

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Definhou por dias.  Diagnóstico : desinteresse e falta de amor.  Faleceu no quarto num dia nublado.  O luto foi doloroso. O enterro foi rápido.  Pareceu que cada pá de terra que caía sobre o caixão era uma mão que apertava meu peito.  Morrerei junto?  Não. Me despedi. Relembrei os bons momentos. E algumas discussões.  Fim. Voltei pra casa. Chorei. Dormi mal naquela noite. F oi assim por dias. Depois de um tempo me senti culpado por estar aliviado .  Olhando para trás, concluí que não era meu de verdade.  Era sufocante. Automático. Irreal.  Devo deixar esse peso junto ao corpo que foi velado semanas atrás.  Deitei e adormeci.  Senti uma leve brisa no rosto e o quarto tornou-se gélido.  Abri os olhos. Era um fantasma.  Era ele. Voltou para me assombrar.  Exigia espaço na minha vida.  Considerei...  Não. Não posso.  Não quero. Não vou arrastar estas correntes po...

Dente - de - leão

via GIPHY Eu morava entre as folhagens. Uma existência sem emoção. Às vezes um sopro leve do vento me tocava. Só nessas ocasiões eu sentia o gosto da liberdade. Na maior parte dos dias eu era apenas um dente-de-leão. Mas o que eu mais queria mesmo era ser um pássaro. Ter asas. Poder voar para onde quisesse. Os outros não são assim. Eles gostam de ficar sempre parados. Imóveis. É mais fácil. Cômodo até. - Vocês podem ser mais.- eu dizia. Eles caçoavam de mim. Falavam que meu sonho era delírio e que eu acabaria morrendo por causa dele. Eu nasci assim. Mas não queria ficar desta forma para todo o meu sempre. Aquele era um dia bonito. Daqueles que dá pra sentir o toque de algo maior que tudo. Não havia nuvens no céu. Os pássaros plainavam sobre mim e eu os admirava. Queria estar lá. Queria voar. Então ele veio. Passos rápidos. Decisivos.  Ele caminhou na minha direção. Estendeu uma das mão e me tirou do chão. Aos poucos me levou ao lábios. E soprou. Senti que m...