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Mostrando postagens de agosto, 2017

CAPÍTULO 1 - RUA DOS ALFENEIROS, Nº 50

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         Os primeiros raios de sol daquela manhã atravessaram o tecido fino da cortina da janela e atingiram os olhos do homem que dormia pesadamente na Rua dos Alfeneiros, nº 50. Balbuciando palavras sem sentido, ele virou para o alarme que estava em cima de sua cabeceira e ao ver que ainda teria mais uma hora de sono, voltou a dormir. Antes que conseguisse fechar os olhos, ele ouviu fortes barulhos na porta do quarto. Provavelmente os vizinhos pensariam que a casa estava em reforma, mas na verdade, eram apenas duas crianças que tentavam acordar os pais. - PAI! MÃE! ACORDEM!!!! ACORDEM!!! – berrava a plenos pulmões um dos meninos. - PAI! É HOJE! É HOJE! – fazia coro o outro filho enquanto pulava ao redor do irmão. - Vernon! Gregor! Acalmem-se. São sete horas da manhã. – falou o pai enquanto levantava da cama e vestia um roupão por cima do pijama. – Não sei como que a mãe de vocês não acordou com toda essa baderna. – disse mais para si do que pa...

CAPÍTULO 2 - NATAL EM GODRIC'S HOLLOW

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       Katie Bell e Duda Dursley eram casados há treze anos e se conheceram em uma festa de Natal na casa de Harry e Gina Potter. Na ocasião, os laços entre os primos estavam começando a estreitarem-se e aquele era o segundo encontro familiar para qual Duda fora convidado. Hermione e Rony Weasley, Luna e Rolf Scamander, Jorge e Angelina Weasley e Neville e Ana Abbot estavam entre os bruxos que participaram da ceia natalina. A neve caía e acumulava-se no telhado e no parapeito das janelas das casas de Godric's Hollow. Luzes coloridas enfeitavam todo o vilarejo e cantigas ecoavam pelas ruas, formando um grande coral natalino.        Duda estava em pé ao lado de uma grande janela admirando o povoado e pensando no quanto aprendia no mundo mágico quando alguém cutucou seu ombro. Ao se virar, o homem viu uma mulher bonita de cabelos escuros amarrados em um rabo de cavalo e um sorriso que parecia brilhar mais do que a estrela que estava no topo ...

CAPÍTULO 3 - A LOJA DE VARINHAS

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          Há meses Gregor e Vernon falavam da ida para Hogwarts, porém, desde que a carta chegou à rua dos Alfeneiros, nº 50, os dois fizeram e desfizeram as  malas várias vezes por dia. Na manhã marcada para as compras no Beco Diagonal, os irmãos acordaram às 6h e ficaram esperando os pais acordarem, mas já que demoravam, eles foram chamá-los. Depois do café da manhã, eles foram se arrumar em seu quarto. Em cinco minutos os dois estavam prontos e aguardavam os pais na sala. Logo depois, Duda e Katie desceram as escadas até o primeiro andar e pediram que os irmãos se aproximassem da lareira. Para evitar que os filhos de perdessem, o pai iria acompanhar Vernon e a mãe iria com Gregor. Depois de pegar um punhado de Pó de Flu, Duda entrou na lareira com o filho e jogou as cinzas dizendo   "Beco Diagonal" . Girando num turbilhão de cores e sons incompreensíveis, o homem viajou por alguns segundos até parar n'O Caldeirão Furado. -ANA! O DUDA E O ...

CAPÍTULO 4 - PARTIDA

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      Os dias seguintes passaram rapidamente. Gregor e Vernon fizeram e desfizeram as malas um punhado de vezes, revisando os materiais escolares e as vestes. Na manhã da partida do Expresso de Hogwarts, Atena, a coruja de Gregor cochilava com o bico debaixo de uma das asas e Salem, o gato de Vernon, circulava por entre as pernas do dono e os malões dos irmãos. Às 9h da manhã, Duda carregou o porta-malas do carro com os pertences dos filhos, aguardou os dois entrarem no veículo com Katie e arrancou. A bruxa havia enfeitiçado o carro para que o espaço interno fosse maior do que os pedestres percebiam e alterou a percepção da velocidade do veículo, desta forma a viagem que teria duração de 2h50 terminou em 1h30.       Ao chegarem em King's Cross , Gregor e Vernon pegaram carrinhos para carregar os malões e caminharam rapidamente ao lado de sua mãe em direção à estação de trem enquanto Duda estacionava o carro. Em cinco minutos atravessaram o pilar en...

MESMO COM EXPECTATIVAS, QUE HAJA FELICIDADE

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ATRAIA O QUE VOCÊ ESPERA. REFLITA O QUE VOCÊ DESEJA. TORNE-SE O QUE VOCÊ RESPEITA. ESPELHE O QUE VOCÊ ADMIRA. (Foto: @Candyflowers/ We Heart It) Há exatos sessenta e um meses, eu postei  um pensamento sobre criar expectativas . Naquela crônica eu sugeri que os leitores deixassem de esperar algo dos outros e após cinco anos, tropeços e machucados, evoluí nessa questão.  Quando  escrevi aquele texto, eu tinha acabado um relacionamento curto e  entrado em outro. Ambos foram turbulentos e naquele momento cheguei a conclusão de que a melhor saída pra preservar meus sentimentos era deixar de aguardar qualquer coisa que seja   de qualquer pessoa que viesse. Hoje, o conselho segue, mas com algumas modificações foram feitas. Durante vários anos eu acreditei fervorosamente que eu deveria criar uma carapaça em torno dos meus sentimentos. A reclusão sentimental foi minha religião por muito tempo. Eu me escondia da luz dos outros atrás dos meus pens...