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CAÇADORES DE EPÍLOGOS

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Talvez não seja sobre o final feliz. Talvez seja sobre  a história. (imagem: @cookie004 / We Heart It) Sou o tipo de pessoa que não consegue conviver com dúvidas, questionamentos e histórias sem final. Sinto a necessidade de que as coisas tenham início, meio e fim (de preferência sem vírgulas). Me dá uma agonia quando algo não tem um fechamento claro e ao invés do "The end", a tela escurece e surge um ponto de interrogação. Em um mundo ideal, os ciclos teriam desenvolvimento, ápice e final. Mas não é assim. Aliás, a tendência é que as etapas se misturem, deixando mais perguntas do que respostas. "Clareza" é algo que nem sempre faz parte dos substantivos que definem a vida. A jornada em busca de finais tem um caminho tortuoso, repleto de pedras, feridas e aprendizado. Às vezes, a gente encontra o que procura. Noutras, o labirinto é digno de um desafio mitológico. Claro, o caçador de conclusões deve analisar a necessidade da busca. A conclus...

OS CAMINHOS SE SEPARAM

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(Foto: sore-thumbelina/We Heart It) Eu não consigo descrever o que sinto ou o que penso. Desde que você deixou eu entrar na sua vida e abriu seu universo para mim, eu pensei que seria assim para sempre. Tinha certeza de que você era minha alma gêmea. Aquela pessoa que consegue ver através da casca dura que estampo para o mundo. E assim foi, por meses. Me despi de pudores e deixei minha alma nua na sua frente. Te disse palavras mais fortes e sinceras do que falei para qualquer outra pessoa. Me senti teu amigo, irmão, pai, avô, confidente, abraço, peito e coração. Eu simplesmente mostrei tudo. Sem filtros, sem vergonhas, sem desvios, sem desculpas, sem mentiras. Há uns dias a gente estava dando uns passos em falso um com o outro. As conversas não duravam mais horas é o meu apepite em ouvir teus conselhos constantes passou a ser inconsistente. Aquela foi a minha primeira festa. A música era boa e por algumas horas eu dancei, dei risadas e bebi. Assim que voltei para casa...

CAPÍTULO 1 - RUA DOS ALFENEIROS, Nº 50

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         Os primeiros raios de sol daquela manhã atravessaram o tecido fino da cortina da janela e atingiram os olhos do homem que dormia pesadamente na Rua dos Alfeneiros, nº 50. Balbuciando palavras sem sentido, ele virou para o alarme que estava em cima de sua cabeceira e ao ver que ainda teria mais uma hora de sono, voltou a dormir. Antes que conseguisse fechar os olhos, ele ouviu fortes barulhos na porta do quarto. Provavelmente os vizinhos pensariam que a casa estava em reforma, mas na verdade, eram apenas duas crianças que tentavam acordar os pais. - PAI! MÃE! ACORDEM!!!! ACORDEM!!! – berrava a plenos pulmões um dos meninos. - PAI! É HOJE! É HOJE! – fazia coro o outro filho enquanto pulava ao redor do irmão. - Vernon! Gregor! Acalmem-se. São sete horas da manhã. – falou o pai enquanto levantava da cama e vestia um roupão por cima do pijama. – Não sei como que a mãe de vocês não acordou com toda essa baderna. – disse mais para si do que pa...

CAPÍTULO 2 - NATAL EM GODRIC'S HOLLOW

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       Katie Bell e Duda Dursley eram casados há treze anos e se conheceram em uma festa de Natal na casa de Harry e Gina Potter. Na ocasião, os laços entre os primos estavam começando a estreitarem-se e aquele era o segundo encontro familiar para qual Duda fora convidado. Hermione e Rony Weasley, Luna e Rolf Scamander, Jorge e Angelina Weasley e Neville e Ana Abbot estavam entre os bruxos que participaram da ceia natalina. A neve caía e acumulava-se no telhado e no parapeito das janelas das casas de Godric's Hollow. Luzes coloridas enfeitavam todo o vilarejo e cantigas ecoavam pelas ruas, formando um grande coral natalino.        Duda estava em pé ao lado de uma grande janela admirando o povoado e pensando no quanto aprendia no mundo mágico quando alguém cutucou seu ombro. Ao se virar, o homem viu uma mulher bonita de cabelos escuros amarrados em um rabo de cavalo e um sorriso que parecia brilhar mais do que a estrela que estava no topo ...

CAPÍTULO 3 - A LOJA DE VARINHAS

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          Há meses Gregor e Vernon falavam da ida para Hogwarts, porém, desde que a carta chegou à rua dos Alfeneiros, nº 50, os dois fizeram e desfizeram as  malas várias vezes por dia. Na manhã marcada para as compras no Beco Diagonal, os irmãos acordaram às 6h e ficaram esperando os pais acordarem, mas já que demoravam, eles foram chamá-los. Depois do café da manhã, eles foram se arrumar em seu quarto. Em cinco minutos os dois estavam prontos e aguardavam os pais na sala. Logo depois, Duda e Katie desceram as escadas até o primeiro andar e pediram que os irmãos se aproximassem da lareira. Para evitar que os filhos de perdessem, o pai iria acompanhar Vernon e a mãe iria com Gregor. Depois de pegar um punhado de Pó de Flu, Duda entrou na lareira com o filho e jogou as cinzas dizendo   "Beco Diagonal" . Girando num turbilhão de cores e sons incompreensíveis, o homem viajou por alguns segundos até parar n'O Caldeirão Furado. -ANA! O DUDA E O ...

CAPÍTULO 4 - PARTIDA

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      Os dias seguintes passaram rapidamente. Gregor e Vernon fizeram e desfizeram as malas um punhado de vezes, revisando os materiais escolares e as vestes. Na manhã da partida do Expresso de Hogwarts, Atena, a coruja de Gregor cochilava com o bico debaixo de uma das asas e Salem, o gato de Vernon, circulava por entre as pernas do dono e os malões dos irmãos. Às 9h da manhã, Duda carregou o porta-malas do carro com os pertences dos filhos, aguardou os dois entrarem no veículo com Katie e arrancou. A bruxa havia enfeitiçado o carro para que o espaço interno fosse maior do que os pedestres percebiam e alterou a percepção da velocidade do veículo, desta forma a viagem que teria duração de 2h50 terminou em 1h30.       Ao chegarem em King's Cross , Gregor e Vernon pegaram carrinhos para carregar os malões e caminharam rapidamente ao lado de sua mãe em direção à estação de trem enquanto Duda estacionava o carro. Em cinco minutos atravessaram o pilar en...

MESMO COM EXPECTATIVAS, QUE HAJA FELICIDADE

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ATRAIA O QUE VOCÊ ESPERA. REFLITA O QUE VOCÊ DESEJA. TORNE-SE O QUE VOCÊ RESPEITA. ESPELHE O QUE VOCÊ ADMIRA. (Foto: @Candyflowers/ We Heart It) Há exatos sessenta e um meses, eu postei  um pensamento sobre criar expectativas . Naquela crônica eu sugeri que os leitores deixassem de esperar algo dos outros e após cinco anos, tropeços e machucados, evoluí nessa questão.  Quando  escrevi aquele texto, eu tinha acabado um relacionamento curto e  entrado em outro. Ambos foram turbulentos e naquele momento cheguei a conclusão de que a melhor saída pra preservar meus sentimentos era deixar de aguardar qualquer coisa que seja   de qualquer pessoa que viesse. Hoje, o conselho segue, mas com algumas modificações foram feitas. Durante vários anos eu acreditei fervorosamente que eu deveria criar uma carapaça em torno dos meus sentimentos. A reclusão sentimental foi minha religião por muito tempo. Eu me escondia da luz dos outros atrás dos meus pens...