Somos de papel ?
A CIDADE ERA DE PAPEL, MAS AS MEMÓRIAS NÃO ERAM. Há dois dias atrás terminei de ler o livro "Cidades de Papel" de John Green, que mesmo começando como um romance infanto-juvenil clichê, no qual Quentin,o garoto geek (leia-se nerd) é apaixonado por Margo, a garota popular da escola, ele nos leva a refletir sobre como contribuímos para a construção da forma que somos vistos pelos outros. A narrativa é fantástica e os personagens têm dinâmica e questionamentos realistas. Quem é que nunca idolatrou uma pessoa (chegando a criar uma seita) e depois observar que ela é tão mortal quanto a gente ? Todos nós. Ninguém escapa da idealização. Mesmo teoricamente sabendo que somos feitos da mesma constituição celular, teimamos em criar uma personagem para admirar. E na hora em que o ídolo é descoberto humano, toda nossa crença caí por terra. Sonhar,idealizar, criar é inerente à raça hu...